sábado, 22 de setembro de 2018

O QUE O HOMEM UNI, DEUS SEPARA...

Por: Claudia Souza

Não só pais e filhos, mas amantes de uma vida inteira, irmãos gêmeos e amigos inseparáveis, são afetos que preservamos, mesmo quando surgem percalços capazes de fazerem com que aconteçam desentendimentos.
Os processos conhecidos como cármicos, pelos espíritas, teoricamente acontecem para colocar as peças no lugar dentro do plano de desenvolvimento interplanetário.

As correções as quais somos submetidos, ocorrem para equilibrar o sistema cósmico de expansão e atuarem na vibração frenética eco energética universal.

Segundo os textos psicografados pelo médium Adilson Teixeira de Godoy, sobre a Filosofia Cristiciísta, Deus se manifesta criando universos. Para tal, as formas energéticas, entre as quais estão os nossos espíritos, possuem almas que habitam as formas físicas que conhecemos hoje habitando o planeta Terra, e também, diversas outras formas não captadas pelo olho humano, que interagem, pensam e se comunicam com os nossos cérebros, através de manifestações mediúnicas das mais diversas formas.

Estas energias pulsantes, inteligentes, antes de tomarem e animarem a forma viva que conhecemos, como os humanoides, animais, insetos e até vegetais, se integram umas as outras, e na medida em que se desenvolvem, vão absorvendo cada vez mais conhecimentos através de sua vivência entre encarnações diversas, se relacionam, porque só assim, são capazes de  aprenderem umas com as outras e ampliarem o seu campo de conhecimento.

Os diversos sentimentos que habitam esses seres, sejam humanos ou animais, é que fazem com que ocorram os instintos de preservação e doação de amor ao próximo, principalmente entre os descendentes, aonde o mais velho, a mãe, o pai, o mais forte, atua incondicionalmente para preservar a sua forma de vida. Observe a natureza, e verá o trabalho e o carinho dos passarinhos para construírem ninhos para proteção de seus filhotes, ou a inteligência de animais que fingem estarem machucados para atraírem os predadores a fim de protegerem suas crias.

Os seres humanos, na maioria dos casos, não são diferentes. Quando possuem amor, protegem tanto seus entes queridos, que algumas vezes prejudicam o seu desenvolvimento, pelo excesso de cuidados, impedindo-os de vivenciarem todos os tipos de experiências e tomarem conhecimento das consequências de suas ações.

Algumas vezes, durante a experiência corpórea dentro do Planeta Terra, nos apegamos tanto nas energias das outras pessoas que o relacionamento deixa de ser construtivo, porque interferimos nos pensamentos, nas ações e por consequência no resultado experiencial que o outro tem que vivenciar. Por exemplo: Quantos casos de casais que vivem um relacionamento amoroso e que com o passar do tempo, torna-se obsessivo e destrutivo, ao ponto de acabar em homicídio, caso um deles resolva se separar; ou mães e filhos tão excessivamente apegados que no final da vida, acabam por prejudicarem as suas existências pelo excesso de apego, passando a levar uma vida cheia de problemas, por temerem o desapego e por conseguinte o desencarne, com medo do afastamento.

Dizem algumas teorias espíritas que quando duas almas são unidas a ponto de não se largarem nem mesmo após a morte, o criador providencia a separação delas através de uma nova encarnação, fazendo com que nasçam num mesmo ventre, mas são separadas em dois corpos diferentes e eis que surgem os gêmeos, retornando novamente à Terra, para continuarem se amando, porém fraternalmente, cada qual seguindo o seu rumo próprio ao desenvolvimento energético.
Isso é necessário, porque cada alma, que antes de nascer era uma partícula de energia pulsante e inteligente, contribui para o ininterrupto plano de evolução divino.

Cada uma dessas partículas, que sofrem alterações por modificarem os seus rumos, afetam o andamento dessa evolução, uma vez que todos somos um, interligados numa rede aonde cada fio deve ser traçado rumo ao desenvolvimento, e qualquer que seja a ruptura do fio, pode rasgar essa rede (se é que me entende).

POR QUE AS ENERGIAS SE GRUDAM?         
                                                        
Quando gostamos muito de alguém, entramos na faixa vibratória do outro, a tendência é a energia mais forte atrair a mais fraca. Vejam os casos das pessoas que num dado momento, mudam radicalmente o seu modo de vida, quando passam a se relacionar com alguém, seja em um relacionamento amoroso ou amigável. Alguns casos, aquela pessoa progride, descobre novos rumos e amadurece como ser humano, em outros, uma pessoa que ia bem na vida, de repente passa a destruir todos os seus sonhos e decai, tornando-se infeliz e irrealizada.

Isso ocorre, porque dependendo do tipo de criação, das crenças e do meio em que aquela pessoa nasceu, através do contato necessário para o seu desenvolvimento, ela passa a vivenciar todos os tipos de experiências, algumas impostas a ela no ato do renascimento e outras, que surgem através do livre arbítrio.

Quando desconhecemos a nossa capacidade tomar decisões mentais em prol da nossa libertação de crenças que nos amarram, nos tornamos dependentes de terceiros para nos fortalecermos e sentirmos confiança. Grande parte das pessoas atribuem os erros das suas escolhas aos outros e procuram as soluções através de seus pares. Veja a quantidade de pessoas, que para se conectarem com a sua força superior, precisam recorrer às igrejas, pastores, padres e mestres que são feitos de carne e osso tanto quanto eles.

A falta de conhecimento sobre a própria capacidade de controlar o seu padrão energético, muitas vezes nos leva a vibrar de forma equivocada. Quando alimentamos pensamentos pessimistas, a nossa energia, pulsa ou vibra numa frequência mais densa, pesada, que impede ao nosso ser, de percebermos o que está acontecendo. Quando isso ocorre, essa vibração ininterrupta, se fortalece e atrai ou somos atraídos para pessoas com frequências equivalentes. Essa equivalência, quando se trata de relacionamentos, proporciona uma simbiose entre as almas, ou seja, entre a energia vibracional de duas pessoas, fazendo com que a empatia entre elas se torne algo muito prazeroso e difícil de se afastarem. Em certa altura, no plano energético, as energias fundidas ou entrelaçadas, começam a se desordenarem, pois como somos indivíduos, cada qual com suas atribuições dentro do campo evolutivo, essas almas começam a vibrar cada uma para um lado, mas como estão grudadas, elas se desordenam, ou seja, se desequilibram, criando vários tipos de problemas de ordem psíquica e genética para os corpos encarnados.

Perceba que existem vários tipos de exemplos de casais que vivem juntos, brigam, se agridem, mas não conseguem viver separados ou arranjarem forças para tal, tamanha é a ligação energética de cada um vibrando, horas na mesma frequência, horas em busca dos seus caminhos, e isso faz com que ocorra o desequilíbrio dessas vidas, um em detrimento do outro, tornando o convívio extremamente prejudicial. A prova disso é que quando um deles passa a vibrar em frequências diferentes, o casal se separa. O que vibra na frequência anterior, continua sofrendo, até o dia em que por próprio arbítrio resolve desapegar e a dor passa, fazendo com que a pessoa até se espante quando aquele sentimento de posse acaba.

PODEMOS MUDAR ESSE RUMO EM NOSSAS EXISTÊNCIAS?

É possível minimizar as dores e os resultados da interrupção de evolução energética de nossas almas, quando entendemos o sistema cíclico de expansão, ou seja, assim como a terra, conclui seu ciclo em horas, dias, meses e anos e as estações do ano se repetem, completamos ciclos de vida, de existência e de mutação física, deixando de existir como matéria solida para nos transformarmos em matéria etérea após a morte.

Quando entendermos que fazemos parte de um sistema de expansão universal, vamos aceitar a separação com desapego. Deixaremos de apostar todas as nossas fichas no outro e passaremos a investir na crença em nós mesmos. Apreciaremos o convívio com os nossos amores, amigos e parentes, fazendo vibrar a nossa própria energia sem interferir na do outro.

Se vencermos o medo da morte e da separação e conseguirmos conviver primeiramente com nosso interior, como seres eternos que somos, passaremos a vibrar em constante frequência do bem e entender a vibração do outro, unidos porque fazemos parte da grande rede que nos une em um só ser universal.





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