NOSSOS VÍDEOS

terça-feira, 20 de junho de 2023

Planetas retrógrados convidam a revisão de temas

Movimento de retrogradação aparente recebe interpretação simbólica na astrologia. Sem motivo para pânico, acompanhar esses ciclos é válido para planejamento, ensina a astróloga Virginia Gaia

Nos últimos anos, a popularização da astrologia fez com que a expressão “Mercúrio retrógrado” ganhasse maior espaço na vida das pessoas. Fenômeno conhecido desde a Antiguidade, a retrogradação dos planetas não deve ser temida, explica a astróloga e psicanalista Virginia Gaia. “No período em que um planeta está retrógrado no céu, há sempre a oportunidade para se repensar ou fazer ajustes nos temas simbolicamente atrelados a ele”, conta.

Diz-se que um planeta está retrógrado quando ele parece caminhar na direção oposta à sequência dos signos do zodíaco, na perspectiva de observação a partir da Terra. Esse fenômeno acontece em virtude das diferentes distâncias entre as órbitas dos planetas no Sistema Solar e a velocidade de cada um em seu movimento ao redor do Sol. Trata-se, portanto, de uma ilusão de ótica, já que as órbitas planetárias não são alteradas.

Todos os planetas ficam retrógrados em algum período. Dessa forma, conhecer antecipadamente a agenda das mudanças de direção aparente no céu é bastante útil, já que pede-se maior atenção aos temas regidos por determinado planeta, durante o seu período de retrogradação.

Em junho de 2023 estamos com dois Planetas retrógrados: Saturno (17 de junho até 4 de novembro) e Plutão (de 1 de maio até 10 de outubro). Na virada do mês, dia 30 de junho, Netuno também entrará em retrogradação e assim permanecerá até 6 de dezembro.

Saturno é o planeta do planejamento e dos grandes ciclos do tempo, então quando o planeta está retrógrado é hora de revisar os planos de longo prazo para reorientar a rota ou refazer o projeto.

Já Plutão rege a sexualidade, o ocultismo e o inconsciente, então é hora de temas tabu e as relações de poder serem revistas.

O planeta Netuno rege o psiquismo e os movimentos de massa, trazendo à tona os assuntos de coletividade, compaixão e religiosidade.

Abaixo, os planetas retrógrados em 2023 e os signos onde acontecem as retrogradações. Ao identificar a casa astrológica onde acontece a retrogradação de determinado planeta, é possível saber qual área da vida será afetada. Para calcular gratuitamente o mapa astral, saber o signo ascendente, bem como as casas astrológicas e áreas da vida regidas pelos signos em destaque, é só ir a este link: www.virginiagaia.com.br/mapa-astral-gratuito


Mercúrio retrógrado: planeta regente da comunicação e do cotidiano, Mercúrio retrógrado costuma gerar pequenos atrasos, dificuldades com aparelhos e transações eletrônicas.

- De 29 de dezembro de 2022 a 18 de janeiro de 2023, em Capricórnio
- De 21 de abril a 15 de maio, em Touro.
- De 23 de agosto a 15 de setembro, em Virgem.
- De 13 de dezembro de 2023, em Capricórnio, a 2 de janeiro de 2024, em Sagitário.

Vênus retrógrado: planeta regente dos relacionamentos e valores pessoais, Vênus retrógrado inspira revisões no campo da relações humanas e da diplomacia, além de gerar instabilidade nos temas relacionados às finanças.

- De 22 de julho a 3 de setembro, em Leão

Marte retrógrado: planeta regente da ação e da iniciativa, Marte retrógrado pode trazer a sensação de demora ou a de que todos os começos podem estar menos assertivos do que o habitual.

- De 30 de outubro de 2022 a 12 de janeiro de 2023, em Gêmeos.

Júpiter retrógrado: planeta regente da expansão, da educação e das grandes viagens, Júpiter retrógrado pede revisão nas questões relacionadas às crenças pessoais e às relações internacionais, além de alterar o ritmo de crescimento em projetos de longo prazo.

- De 4 de setembro a 30 de dezembro, em Touro.

Saturno retrógrado: planeta regente do planejamento e dos grandes ciclos de tempo, Saturno retrógrado demanda revisão dos planos e projetos de longo prazo.

- De 17 de junho a 4 de novembro, em Peixes.

Urano retrógrado: planeta regente da inovação e da tecnologia, Urano retrógrado gera reflexão sobre assuntos relacionados à ciência e às organizações sociais.

- De 24 de agosto de 2022 a 22 de janeiro de 2023, em Touro.
- De 28 de agosto de 2023 a 27 de janeiro de 2024, em Touro

Netuno retrógrado: planeta regente do psiquismo e dos movimentos de massa, Netuno retrógrado estimula revisão dos assuntos ligados à coletividade, à religiosidade e à compaixão.

- De 30 de junho a 6 de dezembro, em Peixes.

Plutão retrógrado: planeta regente da sexualidade, do ocultismo e do inconsciente, Plutão retrógrado evoca a reflexão sobre temas tabu, assuntos obscuros e as relações de poder.

- De 1° de maio, em Aquário, a 10 de outubro, em Capricórnio.

Sobre Virginia Gaia

Astróloga, taróloga, psicanalista e terapeuta holística, Virginia Gaia também ministra cursos e palestras para audiências variadas. Com presença constante como especialista em diversos meios de comunicação, é colaboradora fixa de conteúdo na Istoé. Estudiosa das ciências herméticas, do ocultismo, de religião e mitologia comparada há mais de 20 anos, Virginia é também sexóloga profissional e, em sua abordagem terapêutica, une conceitos das áreas de desenvolvimento da espiritualidade, da afetividade e da sexualidade para estimular o estabelecimento e a manutenção de relacionamentos melhores.

terça-feira, 13 de junho de 2023

Não se iluda: O seu mundo não é o real



Em um mundo permeado pela ilusão e pelo engano, é comum observar como as pessoas se perdem em suas próprias ilusões e esquecem da essência espiritual que as permeia. É como se, ao se depararem com a realidade material e palpável, elas se esquecessem de que são mais do que meros corpos físicos, mas sim espíritos encarnados em constante desenvolvimento.

Nessa jornada terrena, é fácil cair no engano de acreditar que o mundo ao nosso redor é a única realidade existente. Apegamo-nos às conquistas materiais, aos prazeres efêmeros e aos papéis que desempenhamos em nossa vida cotidiana. No entanto, ao fazê-lo, perdemos de vista a verdadeira natureza do nosso ser.

Somos seres espirituais vivendo uma experiência humana, e é nesse contexto que devemos buscar nossa compreensão mais profunda. O mundo material é apenas uma camada superficial, um véu que nos separa da realidade transcendental. Ao fixar nossa atenção apenas nesse plano físico, caímos em uma armadilha de ilusões, como se estivéssemos presos em um sonho coletivo.

O engano surge quando nos identificamos exclusivamente com as aparências e limitações da vida material. Esquecemos de olhar além das circunstâncias externas e explorar nossa essência espiritual. Ao nos esquecermos de nossa natureza divina, fechamos os olhos para o potencial infinito que reside dentro de nós.

Acreditar que o mundo material é o único real é uma cegueira espiritual que nos impede de despertar para uma visão mais ampla e profunda da existência. Quando nos identificamos apenas com nossos papéis sociais, títulos, posses e sucessos, nos limitamos a uma visão estreita de quem realmente somos. O verdadeiro "EU" está além dessas construções temporais e superficiais.

Reconhecer nossa natureza espiritual é abrir os olhos para a conexão com o divino e a compreensão de que somos parte de algo muito maior. Ao abraçar nossa essência espiritual, podemos transcender as ilusões do mundo material e experimentar uma verdade mais profunda e duradoura.

O despertar espiritual nos leva a questionar o que é verdadeiro e duradouro em contraste com as aparências passageiras. Reconhecemos que o amor, a compaixão, a sabedoria e a busca pelo crescimento interior são valores fundamentais, que transcendem as fronteiras do tempo e do espaço.

Portanto, é fundamental recordar que somos seres espirituais vivendo uma experiência humana. Nós, como espíritos encarnados, estamos aqui para aprender, evoluir e contribuir para o florescimento do universo. Ao abraçarmos essa perspectiva, liberamos as amarras do engano e nos abrimos para a vastidão de possibilidades que existe além das limitações do mundo material.

Que possamos despertar para a verdade de nossa natureza espiritual e encontrar significado e propósito em nossa jornada terrena, transcendendo o engano e abraçando a essência divina que habita em cada um de nós.

domingo, 11 de junho de 2023

Maria e Ayahuasca: A rede energética

 


Era um sábado cheio de expectativas, pois Maria havia decidido consagrar a Ayahuasca novamente. Ao acordar pela manhã, ela realizou suas tarefas e partiu com seu marido para encontrar seus novos amigos naquela Terra Sagrada.

Suas expectativas eram altas, mas também havia um certo receio em relação aos possíveis efeitos colaterais da "cura" que os xamãs mencionavam, como enjoos e desconforto intestinal. No entanto, ela sentia que deveria enfrentar o processo que estava por vir.

Ao chegar ao local, o casal foi recebido com alegria e respeito pelos novos amigos. Como não eram mais novatos, não precisaram passar por triagens ou orientações. Muitos dos xamãs mais experientes estavam vestidos de branco, usando colares e guias que representavam suas experiências espirituais na umbanda e sua formação xamânica. Os mestres que conduziriam a sessão, portando cajados, guiaram os convidados até o terreno onde a celebração aconteceria. Primeiro, os mestres auxiliares e os convidados já iniciados se dirigiram ao local. Todos pegaram instrumentos de percussão disponíveis e formaram um grande corredor humano pelos quais os recém-chegados passaram. Essa dinâmica é conhecida como "Corredor da Gratidão".

Um dos mestres auxiliares explicou que eles deveriam proporcionar aos recém-chegados a mesma recepção afetuosa e alegre que eles próprios receberam em sua primeira vez. Para Maria, foi uma honra poder participar dessa atividade, pois se sentia feliz por estar ali, mesmo sem saber o que esperar em seu próprio processo de consagração da Ayahuasca.

Quando chegaram a um campo aberto, coberto por uma lona ornamentada com estrelas, todos se sentaram separados por gênero, com os homens de um lado e as mulheres do outro. O mestre xamã evocou a proteção de seus guias ancestrais e começou a distribuir a poção para todos os iniciantes presentes.

Segurando o cálice com a mão direita e orientados pelo mestre, todos proferiram em voz alta a frase: "Eu consagro a Ayahuasca" e beberam o líquido. Alguns minutos depois, o mestre xamã, inspirado por uma força superior, pediu que todos os visitantes levassem suas cadeiras e cobertores para a parte externa da tenda.

Lá fora, a natureza demonstrava sua divindade e benevolência, com árvores centenárias emoldurando um céu estrelado. O mestre xamã convocou um de seus auxiliares, chamado "Mestre do Fogo", para acender uma grande fogueira no centro do terreno. Cerca de 50 pessoas estavam presentes, sentadas ao redor da fogueira acesa, em silêncio por alguns minutos. O que se ouvia eram os sons da natureza: grilos, vagalumes e a brisa suave que balançava as folhas. O estalar das brasas na fogueira também era audível. Maria percebeu que assim que a fogueira foi acesa, um pequeno sapo assustado saiu de lá, mas ao notar a presença das pessoas, rapidamente se escondeu.

A Ayahuasca leva alguns minutos para começar a fazer efeito, e durante esse curto período, com músicas inspiradoras e letras reflexivas, Maria começou a sentir as mesmas sensações da primeira vez. Suas mãos começaram a adormecer, um leve enjoo surgiu e seu intestino começou a fazer barulhos estranhos. Maria pensou: "Ai meu Deus, espero não ter problemas intestinais ou vomitar aqui...". Ao mesmo tempo, ela procurou onde seu marido estava sentado e se perguntou se ele estava bem. Após alguns olhares, viu seu marido sentado, tranquilo e concentrado nas palavras dos mestres e auxiliares.

Novas músicas foram entoadas, e Maria sentiu seu corpo congelar. Ela se cobriu completamente com seu cobertor, pois a umidade do sereno na cabeça misturava-se com o calor da fogueira, que aquecia suas pernas.

Maria já estava imersa em sua consagração quando uma música dedicada aos pais começou a tocar. Enquanto ouvia o depoimento de um dos participantes sobre seu pai, Maria percebeu que precisava fazer algo por seu próprio pai. Ela sabia que ele havia falecido longe da família e sozinho. Em uma experiência anterior fora da Ayahuasca, Maria havia visualizado seu pai em um lugar escuro, recusando ajuda dos amigos espirituais. Aproveitando a oportunidade, Maria fez uma oração por seu pai e enviou-lhe energias positivas.

Após alguns minutos, durante uma música, Maria começou a ver cores distorcidas e imagens incompreensíveis, o que a fez perceber que estava saindo de seu estado normal de percepção. Quando decidiu abrir os olhos, deparou-se com luzes no céu, surgindo e irradiando um brilho intenso. Essas novas luzes juntaram-se às estrelas, e várias correntes luminosas interligaram todas elas, formando uma imensa teia de energia iluminada.

Maria olhou para cima, para o alto, e percebeu que aquelas teias possuíam formas geométricas fascinantes. Ela contemplou a cena, mas algo dentro dela a instigou a aprofundar sua percepção. Sentiu-se grata, pois começou a entender que a natureza da Ayahuasca estava revelando a ela o funcionamento do sistema cósmico, invisível quando a mente não está expandida. Maria compreendeu a teia cósmica que interliga todos os planetas e estrelas por meio de correntes energéticas iluminadas.

"Preciso observar com mais detalhes", pensou Maria. De repente, a teia iluminada e interconectada pelos feixes de luz mudou de posição, permitindo que Maria visse uma imensa torre de energia composta pelos feixes dessas teias, saindo do alto do céu, das luzes estelares, e irradiando em direção à Terra, bem à sua frente. Essas ligações sutis não eram tão brilhantes quanto as luzes celestes, mas assumiam diferentes formas geométricas, de acordo com suas conexões.

Maria pensou: "Isso parece uma das naves espaciais que vemos nos filmes, mas com uma diferença. Elas não são peças fixas em um sistema voador, estão se movendo suavemente, como se flutuassem e observassem todo o ritual que ocorre na dimensão de Maria ao mesmo tempo."

Agradecendo por essa visão emocionante, Maria se questionou mentalmente: "Você é uma nave mãe ou várias naves flutuando aqui em cima?" Imediatamente, uma resposta ressoou em sua mente: "Somos várias naves compostas das moradas do Pai, que juntas formam uma nave mãe. Estamos aqui para auxiliar os irmãos da Ayahuasca a compreenderem que tudo, absolutamente tudo, está interligado."

Maria se emocionou profundamente enquanto sentia sua respiração ofegante. Ela retornou aos seus sentidos ao escutar o chamado do Xamã, convidando os participantes que desejassem tomar uma segunda dose da poção. Maria pensou: "Não... não quero me desconectar dessa visão e desse ensinamento, vou permanecer aqui..." Ela não queria parar de observar e ver aquilo. Tinha descoberto que as energias inteligentes interplanetárias sempre estiveram ao seu redor; ela simplesmente não possuía os olhos e a abertura mental necessária para vê-las. Agora, sabia que mesmo quando não estivesse sob o efeito da Ayahuasca, poderia ter a certeza de que essas energias existem e sempre estarão presentes quando ela quiser se conectar a elas.

Mais uma vez, o Mestre Anfitrião ecoou seu chamado, permitindo que os participantes que desejassem falassem. Vários irmãos se apresentaram com depoimentos e ensinamentos, que Maria ouviu atentamente, sem desviar os olhos das luzes que permaneciam no céu. Um Mestre Cristiciísta muito conhecido por Maria levantou-se e pediu a palavra. Surpresa com a atitude do homem, Maria desviou sua atenção das naves para ouvi-lo.

O Mestre Cristiciísta pediu licença ao Mestre Xamã para realizar uma das orações Cristiciístas diante do fogo sagrado. O Mestre Xamã anfitrião concedeu permissão ao Mestre Cristiciísta, e este, olhando para o céu, começou a entoar o que ele chamou de "Pai Nosso Cósmico" da Ordem de Melquisedec:

"Pai de toda vibração universal, santificados sejam os campos divinos de vibração superior. Venham a nós os mensageiros de luz, sejam cumpridas as leis evolutivas, assim nas esferas superiores como nos campos em transição evolutiva de vibração densa. O alimento espiritual de cada dia, dai-nos para toda a eternidade. Perdoa-nos, santificando o tempo que levamos no cumprimento de nossos resgates espirituais, assim como temos a obrigação de perdoar nossos irmãos, que privados de maior compreensão, não conseguem, em seu estágio atual de evolução espiritual, vibrar numa esfera superior e atingir estados mais elevados de consciência, onde a sabedoria espiritual livra o homem da condição de devedor. Não nos deixeis meditar sobre o que for contrário à evolução do espírito, mas dai-nos a força necessária para gerarmos a força necessária, a fim de possibilitarmos ao nosso espírito uma maior visão e uma maior compreensão do plano da criação. Em nome do Pai da Criação, dos Filhos Criados e dos Espíritos Puros, para a glória da missão superior."

Maria orou junto com o Mestre Cristiciísta, sentindo-se feliz e orgulhosa por tê-lo como amigo íntimo. Em seguida, um mestre Umbandista convidado participou da celebração com um defumador aromático. Vestido de branco, com um turbante na cabeça, ele percorreu o salão balançando o incensário de ferro grosso e emanando a fumaça sagrada, benzendo os mestres e aqueles que se levantavam para receber a benção. Sob a luz das naves que Maria contemplava no céu, os cânticos sagrados do umbandista ecoavam pelo salão, manifestados com potência e sabedoria ancestral.

Durante esse momento mágico, Maria sentiu em seu corpo a presença da Índia que havia se apresentado a ela em sua primeira sessão de Ayahuasca. Ela permitiu que essa presença a assistisse através de seus olhos, enquanto relaxava e permitia. Maria sentiu a Índia auxiliando na emissão de energia captada das luzes das naves que seus olhos contemplavam.

Após a benção do mestre umbandista, a cerimônia seguiu com a participação de uma terapeuta que tocou um sino com uma frequência sonora de paz e união. À meia-noite, durante o encerramento com os agradecimentos do Mestre Xamã anfitrião, as luzes ainda pairavam no céu. Maria percebeu que as redes de luz deixaram uma impressão fraca em sua percepção. Em silêncio, ela se reuniu com seu marido e juntos seguiram para uma confraternização, onde todos celebraram com alegria suas experiências pessoais.

Enquanto observava seus amigos conversando e desfrutando de pães, bolos, café e sucos, Maria refletia sobre como os seres humanos são semelhantes às estrelas que acabara de contemplar. Ela concluiu que os seres humanos, animais e vegetais formam uma rede atraída por semelhança e potência. À medida que os seres se integram, formam correntes de forças, assim como as naves que se uniram para formar a grande nave mãe em suas visões.

Maria compreendeu que o universo está se esforçando para conscientizar e reunir as sementes estelares encarnadas na Terra. Juntos, somos incubados em corpos de tamanhos e formas variados, mas com notáveis semelhanças biológicas, frutos da criação do Deus Pai Criador, a Força Integrada dos Elementos de Grau. Essa força está presente na centelha de Maria e em todos os seres que habitam este e outros planetas, em várias formas biológicas. Todos os integrantes da rede energética que conecta, transfere e compartilha conhecimento em diferentes graus, definindo a escala de evolução dos seres e de todas as consciências cósmicas.

Maria sentiu alívio por não ter tido incômodos orgânicos durante a sessão e adormeceu feliz por ter testemunhado de perto aquilo que sempre suspeitou que existisse. Ela se questionava sobre quais surpresas e vivências a Anciã Ayahuasca ainda reservaria para ela.


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domingo, 28 de maio de 2023

Maria e a Ayahuasca: Uma história de vida

No coração do exuberante sítio, sob o manto estrelado do céu, o ritual de ayahuasca começou pontualmente às 20h, estendendo-se até a meia-noite. O mestre da cerimônia, um respeitado xamã da cidade, conduziu cada etapa com força e sabedoria, imbuído do profundo conhecimento ancestral.

À medida que os participantes entravam em contato com o chá sagrado, durante o transe, eles passavam por uma série de estágios de conhecimento que poderiam desencadear reações de purificação orgânica, manifestadas por vômitos e diarreias. O xamã contava com a ajuda dos guardiões e guardiãs, que estavam presentes para auxiliar e proteger todos os iniciados nessa jornada transformadora.

Antes do início da cerimônia, breves palestras foram realizadas para informar a todos que, uma vez ingerida, a ayahuasca permaneceria infinitamente no organismo vivo, proporcionando uma conexão contínua com os espíritos da planta. Enquanto a celebração prosseguia, entoavam-se diversas músicas espirituais com o propósito de criar uma sintonia harmoniosa entre os participantes e as energias sutis do universo. O xamã evocou a presença dos guias médicos e pajés, solicitando sua intervenção espiritual na cura de todas as doenças.

Os guardiões e guardiãs, vestidos de branco imaculado, moviam-se pelo lado externo do círculo, reverenciando a natureza em sua magnificência. Por vezes, paravam para contemplar o céu em uma cena mágica de encantamento, em que a escuridão da noite contrastava com o brilho resplandecente de suas vestimentas. A entidade que habitava o corpo de Maria observava tudo com apreciação, sentindo a beleza do momento.

De repente, um tremor incontrolável começou a tomar conta das pernas de Maria, e uma voz interior lhe dizia para relaxar, pois aquilo fazia parte de um processo de "sacudimento" para realizar uma cura profunda. Quase no fim de seu transe, com o corpo gelado e agitado, Maria pôde perceber a aparição de uma figura imponente: um faraó com mais de dois metros de altura, usando um chapéu egípcio e vestindo uma bata preta com uma gola em "V" ornamentada com bordados dourados. Segurando altivamente um cajado, essa entidade, cujo rosto não era visível, movia-se de um lado para o outro, parecendo acompanhar o encerramento do ritual e proteger todos os presentes.

Enquanto o faraó enigmático preenchia o ambiente com sua presença majestosa, Maria sentia a intensidade da energia sagrada, compreendendo que aquela era uma bênção especial concedida pelo universo. Apesar do tremor e do frio que percorriam seu corpo, ela se entregava à cura e à transformação que aconteciam naquele momento.

Quando o ritual chegou ao fim, os participantes emergiram do transe, com o coração cheio de gratidão e reverência. Cada um levava consigo as memórias e os ensinamentos daquela experiência transcendental, prontos para integrar as lições aprendidas em sua jornada de vida.

No silêncio do sítio, as energias sutis continuavam a ecoar, testemunhando a conexão entre o mundo material e o espiritual, e reafirmando a força curativa e transformadora da ayahuasca.

Após a experiência reveladora, uma boa parte do grupo refletiu seus sentimentos e conhecimentos, aquecidos próximos de uma fogueira. O dia já estava amanhecendo quando Maria retornou ao lar, com espírito renovado, com a alma iluminada com luzes de sabedoria.

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domingo, 24 de julho de 2022

Cuidado com a sedimentação do seu campo energético - Por: Claudia Souza


Quando entramos num estágio de nossas vidas em que nos integramos a uma determinada realidade que não desejamos modificar, sedimentamos o nosso campo energético. Os nossos anseios, dramas, sentimentos e principalmente pensamentos, formam um conjunto de emanações energéticas de diferentes graus, que formam um emaranhado, nos encaixando em diversos níveis de frequencia. 

Ao desencarnarmos, nossa alma ou "espírito" como alguns gostam de chamar, às vezes não percebe o desligamento do corpo físico, mas a mente, a imaginação e as sensações dos recém saídos do corpo, se potencializam, pois esses não mais possuem todos os órgãos do corpo carnal em pleno funcionamento. Até que aprendamos a desligar dessas necessidades e acostumar com a falta de um corpo, leva algum tempo.

Qual a diferença entre alma e espírito?

Vários mestres religiosos tentaram explicar a diferença entre um e outro. Na maioria das explicações, as definições estabelecidas esclarecem que o espírito é o nível energético de conhecimento do todo, e esse, absorve todos os conhecimentos que a alma residente num corpo físico, foi capaz de vivenciar durante várias encarnações. Por essa razão, muitas pessoas possuem talentos natos.

O espírito por sua vez, habita os campos energéticos de conhecimento, nos quais estão armazenadas as experiências de todos os elementos de graus variados, por exemplo: Um sujeito teve várias encarnações, numa foi médico, noutra foi músico, em outra um camponês... em uma de suas vidas ele amou, constituiu família e morreu velhinho; em outra encarnação, desenvolveu as artes, mas não foi autodidata, teve que aprender, estudar e se dedicar muito, mas por um desequilíbrio qualquer matou alguém ou foi morto e teve que conviver com as energias das desavenças e dos empecilhos... Nessas duas encarnações, ele experimentou todos os resultados de suas ações, e os mais diversos sentimentos e  tipos de emoções. Todo esse conhecimento ficou registrado no seu espírito que é uma centelha do que os mestres cristiciístas chamam de "Força Concentrada dos Elementos de Grau" . 

Esse hipotético indivíduo do nosso exemplo, na programação de sua próxima existência, talvez venha a nascer na família de quem ele matou na encarnação anterior, poderá ser uma criança com dons artísticos e aprenderá sozinho a tocar o seu instrumento musical preferido, mas dessa vez não será necessário se esforçar tanto, porque o seu espírito, já é conhecedor das artes irá intuí-lo, porque adquiriu a essência desse conhecimento na sua vida anterior. É bem possível que esse personagem também tenha facilidades em cuidar de pessoas e entender as suas dores físicas, pois também foi médico nas encarnações anteriores... Por isso encontramos com pessoas que chamamos de inteligentes porque têm facilidade de fazerem várias coisas. Esses seres são espíritos mais velhos que já reencarnaram diversas vezes e por isso possuem maiores habilidades. 

Por que temos que ter cuidado com a sedimentação do nosso campo energético?

Porque tudo aquilo do qual não conseguimos nos desapegar ficará impregnado em nossa alma no momento em que desencarnarmos. Durante a nossa vida, esquecemos que somos espíritos vivendo em um corpo físico e passamos a maior parte do nosso tempo nos preocupando apenas com a manutenção desse corpo. Algumas pessoas chegam a exagerar com os cuidados com a estética e aparência esquecendo-se de cuidar da alma que anima o corpo. Quando desencarnam não sabem como agir fora do corpo e é aí que começa a confusão até que consigam receber a orientação espiritual.

Quando uma pessoa está à beira da morte, por idade avançada ou consciente de que tem alguma doença degenerativa, o seu próprio espírito começa a preparar o estado psíquico da sua alma para o desencarne. Podemos observar esse fato quando um idoso põe-se a esquecer das coisas que possui, das pessoas à sua volta e também torna-se um ser mais amável e compreensivo; ou, aquela pessoa que já foi diagnosticada por alguma doença e passa a perdoar as antigas desavenças e valorizar a companhia e o afeto improváveis se estivesse são e salva. 

O nosso espírito possui um mecanismo de defesa que tenta nos proteger, alertar e advertir quando algo está para nos acontecer. Na maioria das vezes não conseguimos perceber essas intuições porque estamos intimamente barulhentos, agitados e tumultuados de coisas materiais para fazer. Nos ocupamos a maior parte do tempo com gatilhos mentais inúteis, através de modismos e futilidades externas, que nos distanciam do nosso interior e nos impedem de perceber os sinais que o nosso espírito envia constantemente. Essa falta de percepção nos coloca num estado de desequilíbrio constante, nos fazendo oscilar entre realidades dimensionais diferentes e é aí que mora o perigo!

Vamos supor que você está atravessando a rua agitado após ter saído do trabalho, já cansado, correndo, ao atravessar a rua apressado para ir à faculdade é atropelado por um veículo que você nem mesmo percebeu... Nesse momento, você sofreu um impacto que te empurra e derruba, xinga o motorista, mas você está com muita pressa, então, se levanta do chão e continua andando porque está muito focado em chegar rápido ao seu destino;  sai depressa e vai embora, mas não percebe que o seu corpo foi atingido com tamanho impacto, que ficou estirado, morto no chão... Ao entrar na faculdade, você entra na sala, ninguém te vê ou escuta e aí você se dá conta que existe algo diferente... nesse momento percebe que acabou... e agora? Está vivo, mas não consegue mais se fazer ouvir ou mover algo, porque não possui mais aquele corpo... 

O desespero em ter que lidar com algo fora do nosso controle já é assustador sem as nossas  faculdades mentais e cognitivas em funcionamento, imagine sem essas ferramentas do aparelho físico? A falta de percepção da mudança de condição de um estado físico para um campo dimensional, cria um looping energético descontrolado com distorções da realidade dentro do espaço e do tempo. Sem o cérebro, restam as informações que estão armazenadas no nosso espírito e a nossa alma desprendida do corpo recém morto não está devidamente treinada para a nova experiência, porque ao longo dos anos não nos preparamos para isso, sendo assim, demoramos ou nem mesmo conseguimos sintonizar com o nosso espírito também conhecido como o "EU INTERIOR".

Essas alterações sensoriais provocam as alucinações que nos deixam presos num estágio alternativo de existir e não existir ao mesmo tempo. Na inconformidade da suposição de uma inexistência, numa reação de auto defesa, intuitivamente plasmamos na nossa imaginação perispiritual algum pensamento que nos dê a sensação de sentirmos emoções e ainda estarmos vivos, mas o nosso bem estar dependerá do grau de evolução em que estivermos no momento desse desencarne.

Sem o peso do corpo físico para nos manter no chão, nossa alma sutilizada adquire a velocidade da luz e a consciência extrafísica é capaz de perceber os campos dimensionais em frações de segundos, mas como estamos descontrolados, naturalmente somos magnetizados para as energias do descontrole ficando como joguetes de um lado para outro até conseguirmos fixar num determinado ambiente energético.

Recém desencarnados avisados, como os idosos e aqueles que já esperam pelo dia da sua morte, perceberão o seu verdadeiro estado e conseguirão se adaptar sem susto às novas condições, pois como o desencarne já está previamente planejado, esse terá consigo amigos espirituais que estão dentro da mesma faixa vibratória, porém em graus mais elevados. Já os desavisados e desprevenidos terão uma dificuldade maior e ficarão muito confusos e inconformados, normalmente sendo recebidos também por outros espíritos das faixas vibratórias em consonância com as suas vibrações energéticas, esses seres espirituais poderão estar também revoltados, nervosos e malfazejos.

O que fazer para não sedimentar o nosso campo energético?

Ao longo das nossas trajetórias, vivenciando muitas vidas e experiências, nosso espírito que pode ser comparado ao cérebro da nossa alma, guarda em seu banco de dados, tudo aquilo que atestamos no decorrer do período da nossa existência. Ao completarmos o nosso ciclo de vida, levamos conosco todo o nosso aprendizado, na maioria das vezes, embaralhado como se fosse um baralho virado do avesso. Se desencarnamos numa situação inesperada em que não tivemos tempo para refletir as consequências dos nossos atos, somente após o socorro espiritual pós desencarne é que vamos relembrar como organizar essas informações; mas quando desencarnamos idosos, quase sempre tivemos tempo suficiente para fazermos essas reflexões, recebendo assim, o amparo dos nossos guias espirituais com muito mais agilidade, muitas vezes, quando isso acontece nosso inconsciente já está preparado para aceitar o amparo no momento da partida, quase sempre com a presença de algum amigo que reconhecemos dessa ou de outras vidas.

Os traumas gerados espontaneamente na nossa vida ou de terceiros, ficam sedimentados como se fossem manchas na nossa alma. Se uma pessoa sentir extrema culpa por algo que tenha feito de errado  e não se perdoar, essa energia da culpa em determinada frequência, vai magnetizar essa alma e prendê-la naquele estado emocional.  Os relatos psicografados por espíritos que passaram pelo umbral descrevem esse estado psíquico. Em todos os relatos, as almas dos desencarnados encontram o socorro dos espíritos superiores somente quando se acalmam e se perdoam. E por que se perdoam? - Porque sofrem a autopunição até que chegam a conclusão de que enfim merecem perdão por terem sido punidos o suficiente pela culpa.

Se sentem apego pelos familiares ou bens materiais, procuram incessantemente por eles. Alguns aprendem a construir realidades alternativas acessando o campo das ilusões, e, como desencarnados, obtém maior poder de criação dos conhecimentos acumulados pelo seu espírito somado à todos os outros que fazem parte daquela determinada frequência vibratória.

Existem espíritos que ainda estão presos em frequências que contém as informações de épocas antigas. Eles se materializam para médiuns videntes, com roupas, costumes e linguajar da época em que ficaram sedimentados. Recentemente um médium vidente estudioso dos fenômenos paranormais, ao visitar uma mansão abandonada, viu uma dama que o recebeu vestida com roupas do século XVIII e ela o atendeu como se ainda morasse ali, dizendo que iria lhe apresentar as dependências da casa. Aquela senhora ainda não havia se dado conta de que tinha desencarnado e vivia na sua antiga mansão, que ela própria materializou como se fosse quando ainda estava viva, em sua mente espiritual, permaneceu ali, numa realidade paralela, sem perceber que tudo havia mudado, mesmo assim, ela interagiu com o médium sem perceber que os dois estavam em realidades diferentes. Por se tratar de uma mansão abandonada, aquela alma não estava prejudicando ninguém a não ser a si mesma, pois esse processo a prendeu de um modo que não conseguiu evoluir nos últimos séculos. Sabe-se lá até quando ela vai estagnar nesse ciclo. Muitas almas permanecem nessa situação, porque não acreditam que exista uma força superior capaz de movimentar a energia criativa. Quando se cansarem dessa situação e meditarem a respeito de seu estado, perceberão seres superiores que virão ao seu auxílio para ajudar a mudar de padrão vibratório no qual passarão a enxergar as outras realidades. No caso do nosso exemplo, a alma da senhora não queria enxergar a ajuda dos espíritos socorristas, mas enxergava o médium encarnado, porque era o que estava mais próximo da sua realidade no seu grau vibratório, similar ao da vida terrena.

Quando nos desapegamos de certas mágoas, rancores, vaidades e bens materiais, acessamos as frequências vibratórias superiores, mais leves, onde estão as informações dos que já  acumularam conhecimentos suficientes para a sua elevação de grau, descortinando outras opções para a atuação do nosso processo evolutivo. Não queremos dizer com isso que devemos doar todos os nossos bens ou viver uma vida desconfortável, mas que precisamos ter a consciência de que tudo o que temos não é realmente nosso, é apenas um empréstimo para que possamos fazer bom uso enquanto estivermos por aqui. Nada de material que temos aqui levaremos conosco quando partirmos, nem mesmo o nosso corpo. Levaremos algumas lembranças e os conhecimentos adquiridos com as nossas ações e os exemplos dados pelos nossos companheiros durante a jornada terrestre.  Se ao partirmos, livres dos sentimentos que nos magnetizam às frequências mais densas, seremos leves o suficiente para sermos magnetizados pelas energias sutis, claras e luminosas, que nos ajudarão a elevar cada vez mais o nosso padrão evolutivo.

Qual a prova de que tudo isso existe?

Olhe ao redor, se não houvesse movimento do bater de asas das centenas de milhares de aves e borboletas, não haveria brisa. Se não houvesse movimento do planeta, dos animais no fundo dos oceanos, não haveriam ondas no mar. Se a sociedade não vivenciar todas as experiências que fazem parte do seu aprendizado, estagnamos no tempo e sedimentamos o nosso campo energético.

Existem sociedades que ainda vivem como no tempo de Maomé, com suas leis e conceitos primitivos que desrespeitam a individualidade humana. 

Ainda estamos longe de atingir um patamar aceitável de evolução, onde as pessoas tenham consciência do quê e como fazer. Estamos errando ao longo das eras, mas mesmo assim, aprendendo e aos poucos modificando a sociedade. Isso só é possível porque renascemos trazendo conosco a bagagem dos nossos aprendizados e repassamos conhecimentos mais evoluídos de geração à geração.

É algo que a ciência ainda não consegue comprovar, mas existe. Os macacos viviam na mata com dificuldade para conseguir alimentos, até que um dia, um deles deixou cair um coco que facilmente rachou numa pedra, foi quando ele descobriu que uma pedra abre um coco e ele desfrutou da fruta com muito mais facilidade. Seus sucessores chegaram a criar ferramentas como machados e martelos e que foram encontrados recentemente em expedições arqueológicas. Isso é sinal que evoluíram e a prova de que todas as experiências ficam armazenadas no registro akashico que os nossos espíritos acessam, é que foram identificados a similitude de descobertas iguais em pontos longínquos do planeta.

Os felinos sabem naturalmente que precisam se alimentar de outro mamífero da vizinhança e que quando mordem a jugular da presa, conseguem matar mais rápido e com muito mais facilidade abreviando o sofrimento da sua vítima.

Os pássaros e peixes se ajudam mutuamente se agrupando para parecerem grandes aos olhos de outros caçadores da sua cadeia alimentar.

Num pé de Ipê, embora todas as flores sejam parecidas, nenhuma flor é igual a outra.

Num punhado de areia ampliado centenas de vezes na lente, existem formas incríveis de conchas e estrelas, mas nenhuma é igual a outra. 

Grãos de areia ampliados 300 vezes

Enfim, somos todos indivíduos terráqueos constituídos de elementos energéticos, vibratórios de graus diferentes, porém nos agrupamos e vivenciamos as experiências disponíveis nos campos de conhecimento de todos os elementos que estão no mesmo grau que o nosso.

Por essa razão, a maioria dos seres humanos principalmente, são bipolares. Hora estão de bem com a vida, outrora mal humorados e assim, pulamos de graus energéticos várias vezes ao dia. 

Já reparou que os monges tibetanos, padres e esotéricos são bem mais calmos? Eles conseguem essa façanha porque se isolam das agressividades do meio ambiente. Eles evitam o convívio com outros seres, a fim de se protegerem da oscilação de seus graus energéticos. 


Como posso melhorar o meu grau energético?

Fazendo na medida do possível como os monges (risos)... Desfoque a atenção em tudo o que for desagradável e que você não possui o poder de mudar. Exemplo: Você consegue impedir que aquele prédio que desabou e matou dezenas de pessoas volte no tempo e evite o acidente? Então para quê ficar assistindo o sensacionalismo da TV que mostra a cena do desabamento repetidas vezes? 

Cada vez que você repete a cena, acessa o grau energético do desconforto, medo, revolta, tristeza, pânico, entre outros... 

Já que você não pode mudar a situação, feche os olhos, respire fundo e faça uma oração para as vítimas, envie mentalmente o seu amor e o seu abraço fraternal para os parentes das vítimas, mas evite ficar sintonizando com a tragédia, porque essa está em outro grau vibratório inferior e não lhe trará nenhum benefício.

Nós, meros mortais, que somos atacados o tempo inteiro pelas notícias desagradáveis, inseguranças e relacionamentos tóxicos, sofremos todo tipo de magnetizações, mas estamos aqui para aprendermos a lidar com isso. Essa é a nossa principal tarefa de vida! Se vamos passar na prova? Vai depender do quanto estamos dispostos a estudar...


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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

O que está por trás da mensagem de Cristo?


 Por: Claudia Souza


Jesus Cristo tentou mostrar para a humanidade que a vida continua após a morte. Quando se atinge um grau de compreensão equivalente com as energias evolutivas, é possível criar milagres de todo tipo, assim como ele os fez e vários outros médiuns de passagem na Terra realizaram seus fenômenos.

Dos mentores espirituais que passaram na Terra e estão em serviço nesse momento, Jesus Cristo foi quem teve maior relevância, pois se submeteu em sacrifício à serviço do Pai Criador de todas as coisas. Ele esteve presente junto com os seus irmãos em sua época, tentando explicar em metáforas, objetivando fazer com que seus espectadores pensassem e refletissem sobre o que séculos depois foi decodificado por Alan Kardec. 

Naquela época, a humanidade tinha a crença de que o sacrifício dos animais e humanos, com derramamento de sangue agradava aos Deuses e também aos que acreditavam num único Deus impiedoso. Em nome dessa crença, atrocidades de todos os tipos eram cometidas.

Com um comportamento diferenciado para época, Jesus trouxe exemplos de amor e fraternidade aos seus semelhantes, demonstrando que a compreensão e o perdão agradavam àquele que ele chamava de Pai.

Os relatos dos espíritos comunicantes, de tudo o que acontece no plano espiritual (hoje em dia), nos planos superiores, é bem semelhante as demonstrações que Jesus deu aqui na Terra e que ele disse que iria criar: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai". Quando ele disse isso, não se referiu à sua pessoa, mas sim à consciência que estava implantando entre os seus aqui no plano Terrestre.

As suas demonstrações de cura, comportamentos e fenômenos, retratavam o que acontecia no plano superior espiritual: "Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu o teria dito. Vou preparar-vos o lugar."

Somente obtendo uma "consciência" crística é que nós como pessoas, podemos agir e tomar as nossas decisões capazes de manter um padrão energético favorável para acessar novos campos de conhecimento superior, aonde estão as informações necessárias para resolvermos todas as nossas questões com sabedoria enquanto passamos pela experiência da vida encarnada. Esse conhecimento essencial, uma vez acessado, proporcionará um estado mais evoluído, com emanações energéticas através dos pensamentos coletivos, que irão colaborar com a expansão cósmica como um todo.

Quando Jesus Cristo curava, estava utilizando os mesmos poderes que ocorrem nas câmaras de cura do plano espiritual e que foram relatadas por inúmeros espíritos psicografados por médiuns ao longo do tempo. Quem acompanha os ensinamentos espíritas e esotéricos já deve ter tido conhecimento desses relatos de espíritos, que contaram que ao acordarem da morte após um acidente receberam tratamento nas colônias e hospitais espirituais, recuperando-se de seus traumas e dores. Até mesmo relatos de outros que eram paraplégicos e quando acordaram sentiam os seus corpos perfeitos, com as suas capacidades motoras e na maioria das vezes se viam até mais jovens.

Os espíritos e mentores à serviço da evolução planetária, promovem os mesmos milagres de Cristo, porque ao retornarem do véu do esquecimento, sem a psicosfera poluída da Terra, recobram os conhecimentos da sua verdadeira missão, como centelhas evolutivas geradoras de energia. Eles possuem a verdadeira intenção de curar o outro, porque sabem que fazemos parte da mesma malha energética, e que curando ao seu semelhante, também está curando a si mesmo. Foi assim que Jesus realizou a cura aqui na Terra. Quando ele dizia: "A tua fé te curou" estava querendo mostrar que se tivermos fé no nosso poder de cura, ela ocorrerá, mas é preciso que tenha fé no "Eu sou". 

"Vós sois Deuses" significa que temos o livre arbítrio para escolhermos e decidirmos que tipo de energia vamos gerar para a pulsação do planeta em que vivemos, consequentemente ao sistema cósmico que vibra em constante expansão, criando novos planetas, sistemas solares e galáxias.

Jesus Cristo também pregou a tolerância e o perdão (muito raros naquela época), onde as dívidas eram cobradas com escravidão, e a violência selvagem ainda imperava. As pessoas se divertiam vendo as outras morrerem. O Nazareno mostrou que somente através da tolerância e do perdão é que os seres geradores de energia se livrariam das influências maléficas à que foram submetidos pelos espíritos dominantes de baixas frequências, que já foram chamados de anunakis, reptilianos, draconianos, anjos caídos, entre outros. Segundo as lendas, eles vieram de outros mundos e escravizaram a verdadeira raça terrícola; misturaram-se com as mulheres que aqui estavam e criaram uma nova geração de seres, reeducados sob o seu comando e sem o real conhecimento de sua capacidade, como passarinhos que nascem dentro de uma gaiola e que não sabem que podem voar. Esses seres somos nós...

O plano espiritual superior entende que a raça humana ainda sofre as influências desses seres. Muito embora, estamos evoluindo aos poucos, nos tornando mais maleáveis e compreensivos, estabelecendo novas leis menos destrutivas, motivo pelo qual, os espíritos superiores se comunicam sempre que podem com todos os tipos de médiuns que estão à sua disposição, para orientar e relembrar do nosso compromisso ao reencarnarmos aqui no plano terrestre. A compreensão e o amor incondicional em servir e ajudar na nossa libertação de todas as aflições, torna-se um compromisso assumido pelos espíritos que acordam e relembram que são parte do Deus criador de todas as coisas. Eles sabem que aqui na Terra, em estágio evolutivo prejudicado pelas ilusões bipolares da matrix, ainda somos incapazes de nos manter vibrando numa frequência capaz de materializar um planeta equilibrado. Os que conseguem mudar a sua realidade através da vibração elevada, quando atingem um certo grau energético, são capazes de criar uma nova realidade, que atualmente chamamos de "dimensão", o que corresponderia a um estado em que as aflições cotidianas das baixas vibrações como ódio, rancor, preconceitos e intolerâncias deixam de existir e novas preocupações, em estado mais evoluído tomam o seu lugar em rumo à estágios mais evoluídos de consciência, onde conseguimos resolver de maneira sábia as questões cotidianas e terrenas, passando a ter uma vida repleta de paz, harmonia e prosperidade aonde os desastres deixam de existir nessa dimensão. 

As religiões são muito úteis no exercício da fé, mas está chegando o momento da libertação das amarras mentais e psicológicas que colocam os seres humanos em desequilíbrio energético, com a sensação de eterno sofrimento e dependência do outro para ser feliz.

Quando Jesus fez o seu ritual do pão e do vinho, simbolizando o pão como o seu corpo e o vinho como o seu sangue, ele retirou a necessidade de seus discípulos compactuarem com sacrifícios de morte de sangue nos rituais, se predizendo como o cordeiro em seu sacrifício anunciado, se pôs à disposição para o sacrifício, sem tentar fugir do sofrimento, para que esse fosse o último e não mais se sacrificassem a vida animal ou humana em nome de Deus,  como ele mesmo disse: "Só o pai sabe a hora" e não caberia aos irmãos determinarem a hora da morte de seus semelhantes.

Desde então, na medida que a humanidade avança, a sua descoberta da própria força em sintonia com o "Deus Criador de todas as coisas" ou o "Eu sou", proporcionará uma limpeza da crença negativa e ampliará a potência criativa para as novas energias em consonância com crenças mais evoluídas e positivas, livres de maldades, preconceitos, desrespeitos e intolerâncias de toda ordem. As desordens que assolam o planeta, são as últimas tentativas dos planos inferiores em manter os homens vibrando em baixas frequências, a fim de interromper o processo evolutivo criado por Deus.

18/2/22- 6H52 


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